| |
Notícias de Setembro |
BC altera regras para os cheques
O Banco Central anunciou, ontem, mudanças normativas para dar mais segurança às transações com cheque. Antes de adotadas, no entanto, as alterações pretendidas ficarão em audiência pública durante 60 dias, via internet, para que sejam objeto de críticas e de sugestões de aprimoramento por parte de qualquer pessoa ou empresa interessada.
Uma das principais inovações é a introdução de um prazo de validade, de um ano, para folhas e talonários em branco. Para tanto, a data de impressão, que hoje não é informada, passará a constar, obrigatoriamente, nesses documentos, informou o chefe do Departamento de Normas (Denor) do BC, Sérgio Odilon dos Anjos.
Segundo ele, os bancos não serão obrigados a rejeitar cheques cuja data de emissão seja mais de um ano posterior à data de impressão. Mas também não serão obrigados a acatá-los, o que, na prática, imporá, ao emitente, um período de um ano para usar o talão. Isso aumenta a segurança, segundo o diretor, porque limita no tempo a possibilidade de uso de talões e folhas roubados.
|
|
Recurso Repetitivo no STJ
Na data de 09/09/2009 a 2ª Seção do Superior Tribunal de Justiça votou o "Recurso Repetitivo nº 1.083.291-RS" sobre a necessidade do envio da carta de comunicação do art. 43 do CDC através de Aviso de Recebimento em processo da CDL de Porto Alegre. Por 8 votos a 0 ficou decidido pela não exigência de notificação por AR para o registro de inadimplentes junto ao SPC.
|
|
Comissão do Senado aprova inclusão de novas categorias no Simples Nacional
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou no final da manhã desta terça-feira (15), o parecer do relator, senador Antonio Carlos Júnior (DEM/BA), favorável ao PLS nº 467/08, de autoria da senadora Ideli Salvatti (PT/SC), bem como as emendas as nºs 1 e 2 apresentadas, permitindo que outros setores da economia optem pelo Simples Nacional.
O texto acolhido estabelece que também poderão aderir ao Simples Nacional as pequenas e micro empresas que atuam nas seguintes áreas:
1. Administração ou locação de imóveis;
2. Medicina;
3. Medicina veterinária;
4. Odontologia;
5. Psicologia, psicanálise, terapias ocupacionais, fonoaudiologia e clínicas de nutrição;
6. Fisioterapia;
7. Advocacia;
8. Serviços de comissária, despachantes e tradutores;
9. Arquitetura, engenharia, agronomia, desenho, medição, testes;
10. Corretagem de seguros;
11. Representação comercial;
12. Perícia, leilão e avaliação;
13. Auditoria e consultoria;
14. Jornalismo e publicidade. |
|
Canais de distribuição – uma vantagem competitiva
A necessidade de uma vantagem competitiva sustentável tem levado as empresas a conceber produtos inovadores, implantar novos processos baseados no inesgotável arsenal de tecnologia disponível, produzir com custos cada vez mais baixos, construir marcas mais fortes para conquistar e manter o interesse dos clientes e a utilizar métodos de gestão mais eficazes para otimizar o uso dos recursos da empresa.
Dentre as muitas iniciativas recentes para se alcançar uma posição competitiva sustentável, uma delas tem se provado como de especial importância, não somente pela capacidade de gerar vantagem competitiva em si mesma, como também para que as outras iniciativas possam se tornar acessíveis ao cliente final: a estratégia de canal de distribuição, que surge com muita força na agenda dos líderes das empresas. Desta forma, acessar o mercado com os produtos e serviços, rapidamente e eficientemente, de forma que o cliente seja atendido com qualidade, onde mais lhe convém, exige o desenvolvimento de uma estratégia de canais de acesso ao mercado que seja capaz de gerar vantagem competitiva.
Como construir uma vantagem competitiva em canais de mercado? A resposta a essa pergunta deriva da necessidade de se fazer escolhas entre várias e atraentes oportunidades pela limitação dos recursos disponíveis.
As decisões de canais de mercado precisam estar no contexto estratégico da organização, devem fazer parte de sua estratégia de negócios, em linha com os produtos a serem comercializados e com toda a cadeia de valor da empresa. Por exemplo, suponha que a empresa quer rever sua estratégia de canais. A empresa poderia pensar em estabelecer uma força de vendas própria, com isso estaria provavelmente respondendo à estratégia de possuir o máximo controle sobre a experiência de compra do cliente, em contrapartida poderia enfrentar um alto custo operacional com essa decisão.
Poderia também pensar em vender pela Internet e, assim, ter um canal barato e ágil para responder às demandas dos clientes que preferem esse canal, porém qual parcela de clientes estaria disposta a utilizar esse canal? Será que essa parcela justificaria economicamente o investimento e a substituição de outros canais? E quanto aos outros canais existentes (parceiros de negócio), poderia haver insatisfação e prejuízo do relacionamento com essa decisão? Se sim, o quanto isso poderia afetar os clientes e as vendas totais? Com efeito, não seria exagero dizer que as decisões tomadas nesse campo afetam profundamente toda a estratégia mercadológica e de negócios da empresa.
|
|
O Papel Fundamental do Canal
Para auxiliar na compreensão dos fatores que afetam a estratégia de canais e as escolhas a serem feitas, é importante observar a essência do papel do canal de mercado dentro de um sistema formado por fabricante, canal e consumidor. De um modo geral, o fabricante deve preocupar-se, principalmente, com as atividades de disponibilização de um portfólio de produtos e serviços atraentes ao mercado, com a definição, construção e manutenção de uma estrutura de canais eficiente e eficaz, capaz de proporcionar uma experiência de compra positiva, preocupando-se também com a gestão ampla da comunicação da marca e com a definição e gestão de políticas de relacionamento para retenção e fidelização de clientes.
Ao canal cabe, fundamentalmente, a missão de colocar em prática as políticas comerciais e de relacionamento, preservando coerência com a mensagem do fabricante, para entregar a proposta de valor da marca e prover a experiência de compra positiva ao consumidor.
Marco Botelho é Sócio Sênior da Prime Action Consulting. Engenheiro Mecânico. Mestre em Qualidade pela UNICAMP e pós-graduado em Finanças pela FGV.
|
|
SPC: cartão de crédito 'suga' dinheiro do consumidor
O presidente do Serviço Nacional de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), Roberto Alfeu Pena Gomes, afirmou hoje que o comércio vem fazendo um trabalho de corpo a corpo com os parlamentares, para acelerar o novo marco regulatório para o setor de cartões de crédito. Isso porque, na avaliação dos lojistas, os cartões são um dos "grandes sugadores do dinheiro dos consumidores", que poderia ser utilizado em novas compras do varejo.
"O comércio está junto com deputados e senadores buscando leis para regulamentar esse processo, pois queremos que o duopólio seja aberto e tenhamos mais concorrência. O cartão de crédito é importante, mas não pode acabar com o dinheiro do brasileiro", disse.
Alfeu lembrou, que o segmento de cartão de crédito não possui regulamentação no País e que, por isso, foi um dos poucos isentos do pagamento da Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF) antes de sua extinção. "Não pagavam CPMF e cobram uma taxa dessas para o lojista e o consumidor. Além disso, só tem duas bandeiras no Brasil. Acho que está tudo errado aí dentro", criticou. "O comércio já virou refém da Redecard e da VisaNet", continuou.
O presidente do SPC Brasil fez ainda um "alerta" ao consumidor. "O cartão de crédito é uma coisa que se precisa pagar, se não vira uma bomba-relógio. Não é status ter na carteira um monte de cartão de crédito, mas essa é uma paixão nacional hoje", considerou. Segundo ele, 67% das pessoas que compram por meio do cartão de crédito atualmente possuem renda de R$ 1 mil a R$ 1,7 mil.
|
|
Inflação para a baixa renda tem forte queda e marca 0,08% em agosto
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (10) que o Índice Geral de Preços ao Consumidor (IPCA) ficou em 0,15% em julho, com retração de 0,09 pontos percentuais em relação a julho, quando o indicador marcou 0,24%. O resultado do IPCA de agosto foi o mais baixo em dois anos.
A inflação mostrou queda também em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o IPCA foi de 0,28%. No acumulado de 2009, o índice marca 2,97%. Em 12 meses, o percentual é de 4,36%.
O IPCA é considerada a inflação oficial do país, uma vez que é a utilizada para o cálculo da meta de inflação do governo federal, que é de 4,5% ao ano. O índice é calculado pelo IBGE desde 1980 e se refere às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos
|
|
| |
|