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Notícias de Abril |
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| Eslovênia pede mais investimentos brasileiros no país
O presidente da República da Eslovênia, Danilo Türk, aproveitou a visita de Estado que faz ao Brasil para pedir mais investimentos brasileiros em seu país. Em almoço com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Türk chegou a sugerir a abertura de um centro de distribuição de produtos brasileiros na cidade de Koper, uma vez que o porto daquela região já é usado pelo Brasil para exportação de produtos para a Europa Central.
"Desejamos que o Brasil invista mais na Eslovênia e aproveite o nosso potencial nos mercados da União Européia (UE) e fora dela", afirmou Türk, durante o almoço no Itamaraty, do qual participou também o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge. De acordo com Türk, o Brasil é o único país da América Latina que recebe investimentos eslovenos diretos e é o principal parceiro comercial da Eslovênia na América Latina - com ênfase na importação de equipamentos brasileiros de alta tecnologia.
A Eslovênia é uma das seis repúblicas que formavam a Iugoslávia. Independente desde 1991, passou a fazer parte da União Européia em 2004 e, desde 1º de janeiro do ano passado, tem o euro como moeda. Em 2007, as vendas da Eslovênia para o Brasil cresceram 38,26%, mas chegaram a meros US$ 38,26 Milhões - 0,03% do total de importações brasileiras. As exportações brasileiras para a Eslovênia, por sua vez, aumentaram 33,26% alcançando a cifra de US$ 231,9 milhões, equivalente a 0,14% do total de embarques brasileiros para o exterior.
Como presidente de turno do Conselho da União Européia – órgão máximo de decisão do bloco – a Eslovênia se dispôs a impulsionar a parceria estratégica pela UE e pelo Brasil em julho do ano passado, durante a presidência portuguesa. "É preciso dar a essa parceria um conteúdo adequado, e a Eslovênia vai se esforçar para que as negociações sobre um plano de ação conjunto sejam finalizadas já durante o período da presidência eslovena no Conselho da União Européia e logo depois, para que sejam atribuídos benefícios palpáveis aos brasileiros na Eslovênia", afirmou Danilo Türk.
O presidente esloveno disse, ainda, acreditar que a parceria estratégica entre Brasil e UE pode influenciar positivamente as relações entre a Europa e o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e, indiretamente, nas relações do bloco com toda a América Latina. Nesse sentido, pediu uma atuação ativa do Brasil no âmbito da 5ª Cúpula América Latina e Caribe - União Européia, prevista para 16 de maio em Lima, no Peru.
"União Européia e América Latina têm que se esforçar no sentido de um diálogo mútuo e de cooperação, e também para encontrar uma soluções para questões importantes para as duas partes", afirmou.
Fonte: Agência Brasil / www.sidneyrezende.com
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Presidente da Vale analisa acordo com BNDES
O acerto na liberação do crédito de R$ 7,3 bilhões do BNDES para a Vale, assinado, no BNDES, é vista com muito otimismo pelo presidente da mineradora, Roger Agnelli. Segundo ele, esse é um bom momento para esse tipo de negociação, já que o mercado se encontra favorável.
“O mercado tem que crescer. É uma boa hora, temos uma demanda muito confortável de clientes e precisamos ampliar nossos investimentos para atender a todos eles de maneira satisfatória”, afirmou Agnelli.
Nem a crise norte-americana deve atrapalhar as ambições de crescimento da mineradora. Segundo Agnelli, eles estão bastante tranqüilos em relação às turbulências econômicas que o mundo passa. Afinal, grande parte da demanda da Vale é de origem asiática, principalmente da China, que vem crescendo a taxas muito altas há anos, e assim deve continuar.
O presidente da Vale também fez questão de rechaçar a idéia de que o financiamento feito pelo BNDES foi motivado pela dificuldade em se captar recursos externamente: “Definitivamente não foi o mercado que incentivou esse acordo. Foi uma iniciativa da Vale em pensar mais à frente, em se antecipar, que propiciou o fechamento desse belo negócio”.
De acordo com o presidente do BNDES, Luciano Cotinho, essa é a maior linha de crédito concedida pelo banco a uma única empresa. Mesmo sendo uma transação vultosa, a maior da história da mineração no Brasil, Agnelli afirmou que a Vale não ficará restrita apenas a esse financiamento, que será aplicado quase todo em projetos no Brasil, e continuará buscando recursos no exterior: “O interesse é deles também, já que à medida que a Vale investe mais, eles compram mais e são melhores atendidos em suas necessidades por nós”.
Sobre a intenção da Vale em comprar a mineradora suíça Xstrata, a sexta maior do mundo, o presidente da companhia brasileira afirmou que o interesse sempre existe, mas que agora está mais distante.
“O negócio faz todo sentido estratégico para a Vale e para a Xstrata. Porém, há outros agentes envolvidos que dificultam seu fechamento. Houve uma discordância de filosofias e, por hora, não existe negociações em andamento. Mas esse quadro pode mudar a qualquer momento”, finalizou Agnelli.
Fonte: www.sidneyrezende.com
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